sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

AS GUERRAS E O TERRORISMO PELO MUNDO

A partir de meados do século XVIII, faltou sabedoria à França e à Inglaterra por terem centralizando todos os investimentos em seus países e não terem investido nos demais países, principalmente latinos,  valorizando a mão de obra e as culturas portuguesa, espanhola, italiana, grega, etc., construindo um Ocidente desigual, concentrado apenas na franco-anglo/indústria, até aos nossos dias!
Por esse erro histórico, o Ocidente, incluindo recentemente os EUA, agora está em processo de desmoronamento. Além da exclusão dos países acima citados, o Ocidente também, durante mais de 200 anos, achou que os países não ocidentais, como China, Índia e demais países asiáticos, aceitariam esse domínio perenemente! Agora parece tarde demais para reparar essa descriminação histórica, pois a Revolução industrial, mesmo à custa de muito sangue, já avança sem poder ser freada, por quase todos os cantos do nosso Planeta, confirmando a transformação do quadro político/social/cultural do mundo, onde todos os povos tenham acesso ao progresso e à justiça social.
Sem dúvida, "A Revolução Industrial" trouxe grande progresso ao mundo, pois transformou uma Economia até então mercantilista e atrasada numa Economia liberal e adiantada, de grande avanço tecnológico. Porém, estes dois países e mais tarde a Inglaterra, não tiveram a sabedoria de fazer expandir esse avanço aos demais países ocidentais, como Portugal, Espanha, Itália, Grécia e demais países, que pelo contrário, por razões históricas ligadas às "Grandes Navegações", até foram e são até hoje descriminados por esses badalados "donos do progresso"! Só a partir do começo e meados do século passado, com a Revolução russa e depois a chinesa é que surgiram outras opções de progresso e libertação não só para os latinos mas para quase todos os países do mundo. A China de hoje está investindo forte em quase todos os países, e, o que é mais importante, transferindo tecnologia e não interferindo nas culturas locais. A Rússia nem tanto, mas combatendo o terrorismo e protegendo deste os governos eleitos por seus povos, como é o caso da Síria, onde o Ocidente, na ânsia de derrubar o seu presidente, chega ao cúmulo de apoiar com armas e dinheiro a Rede Nusra, Al-Qaeda e outras. Aliando-se a estas duas novas potências mundiais de economia socialista juntaram-se ainda países como Irã, Coreia do Norte, também com grande desenvolvimento tecnológico. Com toda essa transformação política, cultural e econômica dos tempos atuais, surge um novo mapa nas relações internacionais, que está provocando uma reação do capital privado internacional, que está recorrendo a todos os meios possíveis, guerra midiática, bélica etc., para não perder as riquezas naturais e outros bens que

 há tantos anos mantém em seu poder!  Nessa disputa de interesses entre o velho ocidente e essas potências emergentes, surgem como consequência, as guerras como a guerra do Sudão do Sul, do Congo, do Iraque, de Uganda, da Líbia, da Síria e outras, além dos golpes militares, institucionais e midiáticos, como as tentativas de golpe na Venezuela, Bolívia, Equador e o golpe do Brasil já concretizado! Centelha alimentadora do terrorismo. 

Uma centelha acesa pela ganância desmedida e irracional de um Ocidente que insiste em ignorar o direito de outros povos de poder usufruir de suas riquezas naturais e das transformações das mesmas em alimentação de suas próprias indústrias e bem estar comum . Um Ocidente que insiste em minimizar as outras religiões e culturas, fazendo-nos crer, que sem ele, o resto do mundo não terá capacidade de sobreviver, o que provoca a Ira de minorias nacionalistas e radicais, hoje transformada em "Terrorismo", que só irá acabar quando este respeitar os anseios de libertação destas minorias...

Sem esse respeito e sem governos devidamente legitimados pelos seus respectivos povos, o ano de 2017 e os próximos anos, serão anos de Lágrimas!!!

Num grito de todos aqueles que respeitam os direitos do próximo e amam a Paz, vamos dizer, "NÃO À GUERRA!!!" 

JPL



sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ONU - O apoio de Portugal foi "importante para que a candidatura Guterres saísse vencedora

O secretário-geral das Nações Unidas designado, Antônio Guterres, agradeceu hoje na Assembleia da República, onde foi distinguido com o Prêmio de Direitos Humanos 2016, "todo o apoio" de Portugal, "um dos fatores mais importantes para que sua candidatura saísse triunfante".

Durante a cerimônia de atribuição do mais alto galardão atribuído pelo parlamento português agora de manhã em Lisboa, que decorreu na Sala do Senado, na presença de altas figuras do Estado, como o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro Antônio Costa,
Antônio Guterres reconheceu que a agenda dos direitos humanos está "em regressão" e em "progressiva deterioração".

Num discurso bem reduzido, o próximo secretário-geral das Nações Unidas descreveu "a situação dramática" dos refugiados no mundo e enalteceu o exemplo de solidariedade das organizações da sociedade civil, mencionando o Conselho Português para os Refugiados, ao qual doou o valor do prêmio, 25 mil euros, o prêmio recebido dos Direitos Humanos.
Guterres, ex-alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados referiu também o apoio Global dos Estudantes Sírios.
Neste contexto, "Portugal tem autoridade moral para mobilizar um conjunto maior de Estados para que a agenda dos direitos humanos volte a progredir", assegurou.
Antônio Guterres enfatizou ainda que é preciso garantir o reconhecimento dos direitos econômicos, sociais e culturais, como o direito à habitação,  à educação, historicamente desvalorizados em relação aos direitos civis e políticos.
O júri do Prêmio de Direitos Humanos contou com representantes de todos os partidos e decidiu, por unanimidade distinguir Antônio Guterres "pelo  seu trabalho desenvolvido na defesa dos direitos humanos", principalmente no período em que liderou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Desde 1999, outras personalidades foram distinguidas pela Assembleia da República, tais como, o ex-Presidente Mário Soares, a jornalista e defensora dos direitos das mulheres Maria Lamas, o bispo timorense de Baucau, Basílio do Nascimento, e o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto ao serviço das Nações Unidas.
 Ao final de seu discurso, Guterres foi ovacionado de pé durante longo tempo, tendo recebido os primeiros cumprimentos da família e do atual primeiro-ministro, Antônio Costa.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Um troféu, dois campeões: Chapecoense e Atlético Nacional

Quando chamado ao palco para receber a taça da Copa Sul-Americana, Plínio de Nes Filho, presidente da Chapecoense, sentiu que aquele momento precisava ser dividido. Com todos que se foram na tragédia. Com as famílias das vítimas. Com quem está reconstruindo o clube. E com quem possibilitou aquele prêmio: o Atlético Nacional. Plínio ergueu o troféu com Daniel Jiménez, diretor de gestão humana e representante do clube colombiano no sorteio da Libertadores desta quarta, e endossou o discurso de união com a Colômbia e com o continente.

 "Esse troféu que recebemos é o troféu da solidariedade. Troféu de um comportamento de seres humanos que entendem que o futebol é realizado nas quatro linhas, mas fora dele existe algo maior que tudo isso, que é o respeito ao adversário, a homenagem na hora certa. Por isso fiz questão que o Daniel (Jiménez) viesse conosco, dividisse essa honra que eles nos concederam. Nós entendemos que esse troféu é de gesto, é de solidariedade. Por isso, vamos honrar esse troféu na montagem da nossa equipe procurando equipe muito competitiva. Nunca esquecendo as famílias que se foram, serão sempre as nossas famílias. Agora vamos agregar àquelas famílias mais 25 outras que chegaram" Disse Plínio, após a cerimônia.

Antes do evento na Conmebol, os dois dirigentes receberam um documento de um Conselheiro de Assunção, Orlando Sánchez, para que a capital paraguaia se tornasse cidade-irmã de Chapecó e Medellín. Em toda sua passagem por Assunção, Plínio de Nes recebeu inúmeras manifestações de apoio, solidariedade e gestos simbólicos dos clubes que estiveram presentes. Daniel Jiménez espera que o exemplo dado por Chape e Atlético Nacional provoque mudanças no futebol sul-americano.

"Foi muito emotivo. Difícil conter as lágrimas naquele momento (abraço em Plínio). Esperamos que tenhamos aberto um precedente para que o futebol carregue valores positivos e que todas as equipes tomem novas atitudes. Sabemos que sem o rival não há futebol, mas se é um rival, não significa que somos inimigos. Esperamos que isso sirva para que as equipes entendam isso." disse o dirigente verdolarga.

Troféu e 42 medalhas para a chape


A Chapecoense leva para a Arena Condá, além do troféu da Copa Sul-Americana, mais 42 medalhas pela conquista do torneio. O clube ainda não definiu se os itens serão entregues às famílias dos jogadores e membros da comissão técnica que foram vítimas na tragédia. No momento, a diretoria se preocupa em enaltecer a memória deles.

"Me despedi deles na segunda-feira em São Paulo (antes do voo) e todos estavam muito alegres, felizes. Partiram para fazer o que mais gostavam. E muito especial, porque jamais tínhamos imaginado ter chegado tão rapidamente a esse estágio. Esperávamos chegar, mas ao longo do tempo. Tudo foi agilizado por uma tragédia, infelizmente, mas eles foram felizes. Tenham certeza disso, que eles nos olham e estão sorrindo". resumiu Plínio.

Chapecoense e Atlético Nacional vão se reencontrar na Recopa Sul-Americana. As datas das duas partidas não foram divulgadas, mas há uma possibilidade de que os confrontos ocorram já em fevereiro. O jogo de ida seria em Chapecó, e a volta em Medellín. Na Libertadores, os colombianos estão no Grupo 1, com Estudiantes, Barcelona-EQU e um classificado da fase prévia, que será Botafogo, Colo-Colo, Olimpia, Deportivo Municipal ou Independiente del Valle. A Chape está no Grupo 7, com Nacional-URU, Lanús e Zuliá.

E se eu for deportado por Trump???

E se eu for deportado por Trump? Essa é a pergunta de vários dos imigrantes sem documentos que vivem nos EUA. E eles têm razão. Baseiam-se exclusivamente no que Donald Trump disse na campanha presidencial. Nada mais. Por isso há tanto temor na comunidade hispânica nos EUA.

Na tentativa de normalizar um candidato extremista como Trump, seus seguidores nos pedem que não tomemos ao pé da letra o que ele disse. Mas como não levar a sério as palavras do próximo presidente dos EUA? 

Alguns seguidores de Trump, com sede de vingança, acusam os jornalistas de semear o medo na comunidade latina, ao falar em deportações em massa. Mas quem criou esse medo foi o próprio Trump. A mídia relatou o que ele disse, e o que disse foi que quer deportar milhões de pessoas.

Em sua última entrevista ao programa "60 Minutes", Trump disse que inicialmente buscaria a deportação de até 3 milhões de sem documentos que, segundo ele, têm um registro criminal. Não se sabe de onde ele tirou tais dados, pois só 690 mil sem documentos cometeram algum tipo de delito sério, segundo o Instituto de Políticas de Migração.

Esses 690 mil imigrantes com histórico criminal são apenas 6,3% do total da população sem documentos. Isso quer dizer que 93,7% dos sem documentos, a grande maioria é gente trabalhadora.

Mas o problema será quando começarem as batidas em busca dos imigrantes com antecedentes penais. Eles, é claro, não vivem sozinhos. Essas operações separariam famílias e criariam terror. Anthony Romero, o diretor da União Americana de Liberdades Civis, já advertiu em uma entrevista à MSNBC: há o risco de violações dos direitos humanos, prisões injustificadas e detenção de pessoas que não estão sendo procuradas.

Ninguém estava preparado para isso, nem sequer o governo do México. A secretária de Relações Exteriores deste país, Claudia Ruiz Massieu, ofereceu um plano de 11 pontos para proteger os 5,7 milhões de mexicanos sem documentos nos EUA. As medidas incluem dar maior proteção nos 50 consulados e um número de telefone de ajuda.

Esse assunto não pode ser resolvido em nível individual; é uma questão de governos. Mas está muito claro que Enrique Peña Nieto é um presidente que não está apto para negociar com Trump, que o humilhou em agosto em uma entrevista coletiva na Cidade do México. 

De fato, a disputa pela Presidência do México em 2018 será definida, em boa medida, por quem puder se opor com eficácia a Trump, seu muro e suas batidas. Peña Nieto já está de saída e é um dos presidentes mais fracos que o México já teve. 

Por isso, os prefeitos das principais cidades dos EUA --Los Angeles, Nova York, Chicago, San Francisco, Denver-- são os que assumiram a defesa dos sem documentos diante de Trump e manterão suas cidades como "santuários". Nessas cidades a polícia migratória não será bem-vinda, não darão informação pessoal de seus moradores e os corpos de polícia não cooperarão com as detenções.

O que nos espera a partir de 20 de janeiro é uma duríssima luta pelos direitos dos imigrantes nos EUA. O fato de Trump ser o próximo presidente não significa que tenha razão em tudo. Ele insistirá em seus planos de deportações em massa, as maiores já planejadas, mas uma boa parte do país ainda resiste às ideias racistas e anti-imigrantes do novo presidente americano. 

O que se pode afirmar é que o medo entre os imigrantes é real. Mas a resistência também.

domingo, 11 de dezembro de 2016

...E ASSIM NASCEU LAGOS - PORTUGAL

Lagos (Portugal)


Lagos é uma cidade portuguesa do Distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de 18 500 habitantes. Localiza-se no Barlavento Algarvio (a zona ocidental do Algarve).
É sede de um município com 212,99 km² de área e 31 049 habitantes (2011),subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Monchique, a leste por Portimão, a oeste por Vila do Bispo, a noroeste por Aljezur e a sul tem litoral no oceano Atlântico.
Pertence à rede das Cidades Cittaslow.
Lagos está historicamente ligada aos Descobrimentos Portugueses, sendo hoje um dos mais atrativos centros turísticos do Algarve, com praias e patrimônio de exceção e vida noturna de grande dinamismo. Atualmente, a maioria da população reside dispersa no território do concelho, fora do centro histórico da cidade, trabalhando sobretudo nos serviços e indústria turística. O centro histórico é praticamente todo pedonal, proporcionando uma vasta oferta de estabelecimentos comerciais, restaurantes, bares ou cafés.

História

 História de Lagos (Portugal)

A primeira localidade na região de Lagos, chamada de Laccobriga ou Lacóbriga, foi fundada cerca de 2000 anos antes do Nascimento de Cristo pelos cónios. Esta localidade foi subsequentemente ocupada por Cartagineses, Romanos, povos bárbaros, muçulmanos e finalmente reconquistada pelos cristãos no Século XIII.
Devido à sua localização e importância econômica, Lagos tornou-se um ponto central para os Descobrimentos Portugueses, a partir do Século XV; em 1573, foi elevada a cidade pelo rei D. Sebastião, passando a ser a capital do Reino do Algarve, posição que manteve durante o Domínio Filipino. Em 1755, quando foi devastada pelo tsunami que também devastou Lisboa... Continue lendo...