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domingo, 27 de novembro de 2016

DEPOIS DO SUSTO O VASCO DA GAMA VOLTA À SÉRIE A

O vascaíno saiu neste sábado 26/11 do Maracanã com uma grande alegria, mas cercado de uma grande dúvida, será que o time vai dar conta do recado na série A? Esta imensa torcida, uma das maiores do Brasil, levando-se em conta que não tem o apoio da mídia de um modo geral, lotou o maior estádio do Brasil, mas com a certeza de que muita coisa precisa mudar para reencontrar o Vasco vitorioso. O Vasco tetracampeão brasileiro. O Vasco que  esta torcida aprendeu a amar, a Vasco do amor lusófilo! Com a vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, o Vasco se despediu da série B, mas não covenceu os mais de 56 mil torcedores que apoiaram o time sem deixar de manifestar a insatisfação pelo sofrimento até aos 45 minutos finais da temporada.

O risco de permanecer  na Segunda Divisão somado aos preços mais baixos dos ingressos fez com que os torcedores vascaínos se reunissem no Maracanã. Desde o início da tarde, as ruas nos arredores dos estádios de São Januário e Maracanã foram tomadas por camisas cruzmaltinas.

Quando o time entrou no estádio do maracanã, Nenê foi o mais ovacionado. Diguinho e Jorge Henrique muito vaiados, assim como Aislan entre os reservas. Já nos minutos iniciais, até passe certo no campo ofensivo era comemorado, mas a postura passiva do Vasco foi desmotivando a torcida. Por outro lado, o Ceará se mandava para o ataque e a tensão tomava conta do ambiente. A equipe não atacava, não pressionava, e sofria. Tanto, que até falha do goleiro Martín, que quase virou frango, resultou em ovação para o uruguaio.

Martín, vacilou algumas vezes sendo que numa delas resultou no gol do Ceará. Um grande silêncio tomou conta do Maracanã, ninguém acreditou! Entretanto, um pouco de alívio com o gol do Oeste em Recife contra o Náutico que aconteceu alguns minutos antes . O gol gerou reações discretas no Rio de Janeiro e não foi anunciado pelo estádio. Dez minutos depois, porém, uma explosão. Em campo nada acontecia. Já na Arena Pernambuco... Não era nem preciso vencer mais: 2 a 0 Oeste.


Como o Vasco pouco produzia em campo, o jeito foi agradecer. Não se sabe se foi em tom de ironia, de provocação ao time ou até mesmo de gratidão, mas o Maracanã explodiu em um grito: "Oeeeeeeeeeeste! Oeeeeeeeeeeeeeeste!". Em seguida, começaram os protestos contra a diretoria. Eurico Miranda foi o principal alvo e os únicos gritos publicáveis eram de "o Vasco não precisa de você" e "fora Eurico". As críticas revoltaram Álvaro Miranda, filho do presidente, que rebateu e causou alvoroço em um dos camarotes. Ao término do primeiro tempo, vaias.

No retorno do intervalo, um delírio logo aos cinco minutos, pois tudo que a torcida do Vasco esperava, o telão anunciava, Eder Luis no lugar de Diguinho. E aí com apenas dois minutos de jogo, Thalles empata a partida e aos quatro fez o segundo. Não seria exagero dizer que foram os cinco minutos mais alegres da temporada para a imensa torcida vascaína, apesar do título Estadual.

Dali para frente, a torcida entoava o famoso refrão da virada:  "Time da Virada", samba da Unidos da Tijuca, "O campeão voltou"... A torcida do Vasco não parava de cantar. Nem mesmo a bola no travessão que o Ceará colocou tirou a empolgação. Pelo contrário, a comemoração foi de gol. Na metade final da partida, porém, a alegria deu lugar ao senso crítico, e voltaram os protestos. Gritos contra Eurico Miranda ditaram o tom até o apito final, quando uma minoria celebrou, mas foi abafada por vaias e gritos de "time sem vergonha".

O Vasco venceu. O Vasco voltou para Série A. Mas a torcida deu o recado: o Vasco tem muito a melhorar. Resta saber o que será do Vasco em 2017.

sábado, 4 de junho de 2016

CONHECENDO A HISTÓRIA - CLUBE DE REGATAS FLAMENGO


PARTE I


 
  • Fundação do Clube

   Um novo barco foi comprado e recebeu o nome de "Scyra". Na noite de 17 de novembro de 1895, muita gente estava em um dos corredores da casa número 22 da Praia do Flamengo, onde Nestor de Barros morava num dos quartos. Lá, há muito tempo, já haviam abrigado "Pherusa", e agora guardavam "Scyra". A reunião teve por objetivo a fundação do Grupo de Regatas do Flamengo. Naquela mesma noite foi eleita a primeira diretoria:
  • Domingos Marques de Azevedo; presidente
  • Francisco Lucci Colas; vice-presidente
  • Nestor de Barros; secretário
  • Felisberto Cardoso Laport; tesoureiro
   Além dos eleitos, foram destacados como sócios-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Espínola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, Eduardo Sardinha, Emido José Barbosa, José Félix Cunha Meneses, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chairéo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas foram considerados sócios-fundadores. Na oportunidade ficou estabelecido que a data oficial da fundação do clube seria 15 de novembro, feriado nacional.
 
  • Primeira Partida Esportiva

   Na Praia do Russel foram feitos os primeiros treinos e no dia 3 de maio de 1912, já devidamente filiado à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, a esquadra realizou sua primeira partida. Foi no campo do América e os rubro-negros venceram o Mangueira por 16 a 2, sendo que o juiz foi o consagrado Belfort Duarte. O quadro do rubro-negro formou com Baena; Píndaro e Nery; Coriol, Gilberto e Galo; Baiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo e Borgerth.



  • Primeiras Conquistas

   Já em 1912, o Mengão conquistou seu primeiro título no futebol, o Campeonato Carioca de Futebol. O primeiro uniforme foi chamado de "papagaio de vintém", mas em 1914 o clube adotou a camisa cobra coral (que só durou até 1916) e venceu seu primeiro Campeonato Carioca e o segundo no ano seguinte.
   Em 1921 o Fla conquistou o seu segundo bicampeonato carioca, e em 1925 conquistou seis títulos no futebol profissional (Campeonato Carioca, Campeonato Carioca de 2º Quadro, Troféu Torre Sport Club-PE, Troféu Agência Hudson-PE, Troféu Jornal do Comércio de Pernambuco-PE e Troféu Sérgio de Loreto-PE), um recorde até então. Em 1927, foi eleito o "clube mais querido do Brasil", levando a Taça Salutaris, vencendo o Vasco da Gama em um concurso do Jornal do Brasil. Em 1930, porém, o Flamengo teve seu pior aproveitamento em um ano no futebol. Em 1933 a equipe fez sua primeira excursão para fora do Brasil e no dia 14 de maio do mesmo ano fez seu último jogo como amador, vencendo o River por 16 a 2.

CONHECENDO A HISTÓRIA - CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA

Parte I

 

  • Fundação do Clube

   No dia 21 de agosto de 1898, sessenta e dois idealistas, em sua maioria portugueses, reuniram-se no salão do sobrado da rua da Saúde, n.º 293, atual rua Sacadura Cabral, n.º 345, decididos a fundar um clube destinado à prática do remo. Inspirados nas celebrações do IV Centenário da Descoberta do Caminho Marítimo para as Índias, os fundadores batizaram a nova agremiação com o nome do heróico português que alcançou tal feito. Nascia, assim, a grandiosa trajetória do Club de Regatas Vasco da Gama.


  • Primeira Vitória Esportiva

    Filiado à União de Regatas, o Vasco estreou em competições oficiais no dia 4 de junho de 1899, na enseada de Botafogo. Apresentando-se com uniforme negro, com faixa diagonal branca e a cruz-de-malta no centro, os remadores vascaínos conseguiram a primeira vitória do clube em uma competição esportiva. Foi justamente no 1º páreo, na categoria júnior, com a baleeira "Volúvel", conduzida a seis remos.

  • 1º Presidente Afro-descendente: Cândido José de Araújo

   Em 1904, o Vasco inaugurava sua trajetória de pioneirismo. Pela primeira vez na História dos clubes esportivos do Brasil, um afro-descendente é eleito presidente. Após as eleições, os vascaínos tiveram a honra, em uma época em que o racismo era prática comum no esporte, de conduzir Cândido José de Araújo ao degrau mais alto do clube. Candinho, como era carinhosamente chamado, presidiu o Vasco, em seu primeiro mandato, de agosto de 1904 a agosto de 1905. Reeleito, permaneceu no cargo até agosto de 1906. Foi durante seu mandato que o clube conquistou o primeiro campeonato de remo de sua história.
  • Primeira Conquista do Campeonato de Remo do Rio de Janeiro

   Na regata de 24 de setembro de 1905, quando foi inaugurado o Pavilhão da Enseada de Botafogo, construído pela Prefeitura do então Distrito Federal, o Vasco conquistou o seu primeiro campeonato de remo do Rio de Janeiro. O Pavilhão era uma elegante estrutura de ferro, com arquibancadas, tribuna de honra, buffet e dois coretos para bandas de música.
   Foi um domingo de gala, que contou com a presença de Rodrigues Alves, então presidente da República, e de altos oficiais da Armada Portuguesa, principalmente os da "Canhoneira Pátria". Diante de platéia tão ilustre, as equipes do Vasco triunfaram em cinco páreos, incluindo os dois mais importantes: o do Campeonato do Rio de Janeiro, com o yole a oito remos "Procelária", e o dedicado ao benemérito Prefeito Francisco Pereira Passos. No ano seguinte, na regata de 26 de agosto de 1906, o Vasco conquistaria o bicampeonato carioca de remo.