Pois é, este avanço tecnológico e científico da China em tão pouco tempo, pois o mesmo só começou depois da tomada da China em1949 pelo líder Mao Tse-Tung quando seguido por mais de um milhão de homens expulsou os ingleses, nacionalizou as empresas estrangeiras e fez uma reforma agrária, valorizando os produtores rurais, assusta o Ocidente capitalista! Quer dizer, uma revolução com menos de 70 anos. Levando-se em conta que a Revolução Industrial Inglesa tem mais de 250 anos e foi feita à custa de muito ouro roubado dos espanhóis e portugueses, a China pode orgulhar-se de ter feito numa revolução sem nunca ter tomado nada de ninguém e melhor ainda, estar ajudando outros países a se desenvolver sem interferir em suas culturas ou na estabilidade de seus governos. Se em tão pouco espaço de tempo atingiu este estágio de desenvolvimento, imagine-se o que será este tigre da Ásia daqui a poucos anos com um 1,4 bilhão de braços produzindo!!!
A China revelou a sequência inicial de voos que farão parte da sua terceira fase de exploração espacial tripulada.
Esta
terceira fase integra a construção da sua estação espacial modular TG
Tiangong, cujo primeiro módulo será lançado em 2018 ou provavelmente em
2019. Este será o módulo Tianhe que será colocado em órbita por um
foguetão CZ-5B Chang Zheng-2B a partir do Complexo de Lançamento LC 101
do Centro de Lançamentos Espaciais de Wenchang, Hainan.
O
Tianhe terá uma massa de cerca de 22.000 kg, tendo um comprimento de
19,1 metros e um diâmetro máximo de 4,2 metros. O módulo será colocado
numa órbita com uma altitude média de 400 km e uma inclinação orbital de
42,5º.
Uma vez operacional em
órbita, o Tianhe irá aguardar a chegada do segundo veículo de carga que a
China irá lançar desde Wenchang. O lançamento será levado a cabo por um
foguetão CZ-7 Chang Zheng-7 a partir do Complexo de Lançamento LC201. O
TZ-2 Tianzhou-2 irá transportar mantimentos e combustível que serão
utilizados pelo Tianhe e pela tripulação que será lançada a bordo da
próxima missão espacial tripulada da China.
Já
durante a missão SZ-11 Shenzhou-11 que acoplou com a estação espacial
TG-2 Tiangong-2, os especialistas espaciais Chineses referiram que esta
somente seria ocupada por uma tripulação. Brevemente, a estação TG-2
será utilizada para uma série de ensaios em órbita com o veículo de
carga TZ-1 Tianzhou-1 cujo lançamento está previsto para ter lugar às
1020UTC do dia 23 de Abril. O TZ-1 será colocado em órbita pelo
foguetão CZ-7 Chang Zheng-7 (Y2) a partir de Wenchang.
Os
veículos de carga Tianzhou têm uma massa de cerca de 13.000 kg, com um
comprimento de 9 metros e um diâmetro máximo de 3,35 metros. A sua
capacidade de carga é de cerca de 6.000 kg.
Não
se sabe nesta altura a data do lançamento da missão espacial SZ-12
Shenzhou-12, mas sabe-se que este será o terceiro lançamento na
sequência inicial da terceira fase do programa espacial tripulado da
China. Lançada a partir do Centro de Lançamento de satélites de Jiuquan
pelo foguetão CZ-2F Chang Zheng-2F/G (Y12), a SZ-12 será possivelmente
tripulada por três elementos e muito possivelmente poderá ser comandada
por uma mulher.
A acoplagem da SZ-12
com o complexo Tianhe / Tianzhou-2 irá dar início a uma permanência
quase regular da China em órbita terrestre.
O programa espacial chinês, nome dado ao programa tecnológico de exploração do espaço da República Popular da China, que teve início em 1956, através da cooperação em ciência, tecnologia espacial e desenvolvimento de foguetes do governo comunista da República Popular da China com a então União Soviética. É um dos programas espaciais de maior expansão e é coordenado pela Administração Espacial Nacional da China, a agência espacial chinesa.
Início
Durante
a cordial relação entre as duas nações durante os anos 1950, a União
Soviética se engajou num programa de transferência de tecnologia à China, no qual treinaram estudantes chineses a construírem um protótipo de foguete. Em 1956, o cientista Tsien Hsue-Shen propôs e obteve apoio do governo de Mao Tse Tung para um programa pioneiro de mísseis balísticos, do qual se tornou diretor. O plano apresentado, chamado de Plano de Doze Anos para o desenvolvimento de uma tecnologia espacial chinesa, visava o desenvolvimento do projeto de um satélite, a ser colocado em órbita em 1959.
Com o rompimento de relações entre os dois países em 1960, a URSS
retirou seu apoio e a transferência de tecnologia, mas a comunidade
científica chinesa prosseguiu de maneira independente e lançou seu
primeiro foguete em fins daquele ano.
Com o desenvolvimento do foguete Longa Marcha na década de 1960, baseado em tecnologia soviética, a China colocou em órbita seu primeiro satélite em 1970, chamado Dong Fang Hong I (O Oriente é Vermelho I), tornando-se a quinta nação do mundo - após URSS, EUA, França e Japão - a colocar um satélite na órbita da Terra, o primeiro de uma série de 55 que seriam lançados nas décadas seguintes.
A partir de 1985,
o desenvolvimento das séries seguintes de foguetes Longa Marcha
permitiu ao país iniciar um programa de lançamentos comerciais ao
espaço, tendo, deste então, lançado mais de trinta satélites para
países da Ásia e da Europa. Os Estados Unidos sempre se mantiveram resistentes e contrários ao uso de foguetes chineses para lançamento de satélites da indústria americana devido ao medo de transferência tecnológica vital e em 2000 estabeleceu um embargo ao país nesta área.
Organização
A Administração Espacial Nacional da China é o equivalente chinês da NASA,
responsável pelos lançamentos e pelo programa espacial do país. Duas
outras empresas estatais de tecnologia de ponta fabricam o foguete Longa
Marcha e os satélites chineses, mas é interesse do governo torná-las
corporações privadas a exemplo das empresas aeroespaciais do oeste.
Quatro bases de lançamento estão em operação no território chinês: os Centros de Lançamentos de Satélite de Jiuquan (de onde partiram as missões tripuladas), Xichang, Taiyuan e Wenchang, todas subordinadas à AENC.
Programa espacial tripulado
O programa teve início em 1968, fundado pelo cientista Tsien Hsue-Shen do Centro de Pesquisa Médica de Voos Espaciais. O Projeto 714 esperava colocar dois astronautas no espaço em 1973, com a seleção de 19 pilotos para os treinamentos, mas acabou sendo cancelado por falta de fundos em maio de 1972, além de discordância sobre prioridades na política interna da Revolução Cultural.
Em 1992, a nova política do governo deu o sinal verde e produziu fundos para o novo Projeto 921, que se destinava novamente a enviar naves tripuladas ao espaço. O Programa Shenzhou teve quatro primeiros voos de teste feitos em naves não-tripuladas, entre 1999 e 2002, alguns deles levando cobaias animais e vegetais à órbita terrestre, até a bem sucedida missão Shenzhou 5, que em
15 de outubro de 2003 colocou em órbita o taikonauta Yang Liwei por 21 horas, tornando a China a terceira nação a levar um homem ao espaço, com a missão Shenzhou 6, com dois astronautas, a seguindo em 2005. Quatro novas missões estão programadas para breve, com a utilização de tripulações múltiplas de taikonautas, passeios no espaço e acoplagem de naves.
A República Popular da China inicialmente desenhou suas naves com mecanismos de acoplagem apropriados para a Estação Espacial Internacional e construiu seus centros de lançamento em latitudes próprias para facilitar esta acoplagem. Com o sucesso da Shenzhou 5, os
chineses formalmente solicitaram adesão ao programa da ISS mas tiveram a
oposição vigorosa dos Estados Unidos a esta pretensão, resultando disso
o anúncio pelo governo chinês de sua intenção em construir sua própria
estação espacial e de estabelecer programas conjuntos com a Rússia e a União Europeia.
Em setembro de 2006,
o chefe da agência espacial russa Anatoli Perminov, anunciou que a
China deverá participar do projeto russo de enviar uma sonda a uma das
duas luas de Marte, Phobos, com a missão de recolher e trazer de volta à Terra amostras do solo do satélite e também do planeta Marte.
Missões realizadas
Shenzhou 1 - 19 de novembro de 1999 - teste não-tripulado
Shenzhou 2 - 9 de janeiro de 2001 - teste com cobaias animais e vegetais
Shenzhou 3 - 25 de março de 2002 - teste com boneco com o mesmo peso de um humano adulto
Shenzhou 4 - 29 de dezembro de 2002 - teste com boneco com o mesmo peso de um humano adulto, experiências científicas automatizadas
Shenzhou 5 - 15 de outubro de 2003 - primeiro voo tripulado ao espaço, taikonauta Yang Liwei
Shenzhou 6 - 12 de outubro de 2005 - segundo voo tripulado, voo duplo, taikonautas Fei Junlong e Nie Haisheng
Shenzhou 7 - 25 de setembro de 2008, tripulação: Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng. Zhai Zhigang tornou-se o primeiro chinês a caminhar no espaço(AEV)
Shenzhou 8 - missão não-tripulada,colocada em órbita para o encontro e acoplagem com a Tiangong 1
Shenzhou 9 - 16 de junho de 2012, tripulação: Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang a primeira chinesa no espaço, para acoplagem e experiências com a Tiangong 1
Shenzhou 10 - 11 de junho de 2013,tripulação: Nie Haisheng, Zhang Xiaoguang e Wang Yaping a segunda chinesa no espaço, para acoplagem e experiências com a Tiangong 1
Planos futuros
Em dezembro de 2004 o governo
chinês anunciou a implementação de seu projeto lunar não-tripulado, que
consiste em três fases: a viagem até o satélite e um voo orbital na Lua, a alunissagem propriamente dita e o retorno da sonda trazendo amostras do solo, com as três fases sendo realizadas entre 2007 e 2020.
Em novembro do ano seguinte, o comando do programa espacial
tripulado anunciou seu projeto de construir uma base orbital e de enviar
uma missão tripulada à Lua por volta de 2020 e de missões
não-tripuladas a Marte entre 2014 e 2033, seguida por uma descida de
chineses no planeta entre 2040 e 2060.
Programa espacial não-tripulado
Satélites científicos
KuaFu: um conjunto de três satélites projetados para monitorar o Sol e o clima espacial, com lançamento previsto para 2017.
Sondas espacias
Chang'e 1: foi uma sonda espacial chinesa , lançada em 24 de outubro de 2007 em direção em órbita lunar, como parte da primeira fase do Programa Chinês de Exploração Lunar.
Chang'e 2: foi uma sonda espacial chinesa , lançada em 1 de outubro de 2010, como parte da primeira fase do Programa Chinês de Exploração Lunar. A
sonda entrou em órbita lunar a uma altitude de 100km da superfície da Lua. Após cumprir sua objetivo principal , a Chang'e 2 foi redirecionada para o Ponto de Lagrange Terra-Sol L2 ,para testar os sistemas chineses de controle e rastreamento , fazendo da AENC a terceira agência espacial , depois da NASA e ESA , a atingir esse ponto no espaço. Ela entrou nessa órbita no dia 25 de Agosto de 2011 e saiu em abril de 2012 , a sonda deixou a órbita L2 em direção ao asteróide 4179 Toutatis , que foi sobrevoado com sucesso em dezembro de 2012. Este sobrevoo fez da China o quarto país do mundo a explorar diretamente um asteróide , depois dos Estados Unidos , a União Europeia e o Japão.
Chang'e 3: foi uma sonda espacial chinesa , lançada no dia 01 de dezembro de 2013[ como parte da segunda fase do Programa Chinês de Exploração Lunar. A sonda entrou em órbita lunar no dia 06 de dezembro e fez uma aterrissagem na Lua no dia 14 de dezembro , tornando a China o terceiro país do mundo a pousar uma sonda espacial na Lua depois da antiga União Soviética e o Estados Unidos. A sonda também levou o rover lunar chinês Yutu.
Missão - Shenzhou 11
Shenzhou 11 foi uma missão espacial e o sexto voo tripulado do programa Shenzhou da República Popular da China, lançado em 16 de outubro de 2016 do Centro de Lançamentos de Satélites de Jiuquan. A nave acoplou-se com o laboratório espacial Tiangong 2, colocado em órbita em 15 de setembro, um mês antes. O principal objetivo da missão era transportar dois taikonautas chineses ao laboratório para uma estadia de trinta dias usada para atividades científicas.
Tripulação
Jing Haipeng comandante Chen Dong engenheiro de voo A Shenzou 11 transportou apenas dois taikonautas ao invés dos três usados nas missões anteriores à Tiangong 1,
de maneira a poder prorrogar os suprimentos e prolongar a estadia da
tripulação no módulo espacial usando menos recursos, já que os sistemas
de suporte à vida da estação não são renováveis.
Missão
A
principal missão da nave Shenzou 11 no espaço foi o de fornecer
transporte e dar apoio logístico à tripulação durante os seus trinta
dias de trabalho dentro da Tiangong 2. Acoplada à estação, ela serviu de
cápsula de descanso, local de alimentação e espaço para o sono dos
taikonautas, nos intervalos de seu trabalho no módulo, já que ele é
apenas uma estação de serviço e pesquisas, sem acomodações para os
taikonautas.
Lançamento e acoplagem
A nave foi lançada ao espaço às 23:30 UTC de 16 de outubro (hora local:07:30 de 17 de outubro) do Centro de Jiuquan, no Deserto de Gobi, Mongólia Interior, no topo de um foguete Longa Marcha 2F.
Dois dias depois, ela mudou de órbita cinco vezes até estacionar a
cerca de 52 km atrás do módulo Tiangong, procedendo a uma acoplagem
automática da nave com a estação, feita às 19:24 UTC de 18 de outubro, a
uma altitude de 393 km. Quatro desacelerações para ajuste de rota final
foram feitos às distâncias de 5 km, 400 m, 200 m e 30 metros entre a
nave e a estação.
Desacoplagem e pouso
A
espaçonave permaneceu acoplada ao módulo por cerca de trinta dias, o
período da missão científica dos taikonautas na Tiagong 2 é a mais longa
permanência de chineses no espaço, iniciando seu retorno em 18 de
novembro de 2016, quando desacoplou-se do módulo e iniciou sua viagem de
volta à Terra pousando em segurança na Bandeira de Siziwang, Mongólia Interior, às 14:15 hora local.
A portuguesa IKI Mobile lançou, em Lisboa, o primeiro protótipo de
telemóvel do mundo feito com cortiça, o “KF 5 Bless Cork Edition”,
prevendo-se que esteja disponível no mercado já em meados de Março de
2017. O modelo pioneiro – único no mundo – integra a nova gama de
telemóveis da empresa, composta por outros quatro modelos, o KF 1.8, o
KF 2.4, o KF 4 Go.
Na fabricação do aparelho em cortiça, a IKI Mobile preferiu substituir os componentes possíveis por materiais recicláveis de origem
nacional, desde os elementos que constituem o próprio equipamento até à
embalagem, obtendo resultados de eficiência de utilização que
surpreenderam em larga escala.
Segundo o presidente executivo da marca portuguesa de telefones móveis, Tito Cardoso, foi escolhido Coruche, Santarém, perto do aeroporto de Lisboa para a instalação de sua fábrica, devido à facilidade de distribuição proporcionada pelas modernas vias de transporte.
O mais importante do IKI Mobile, é que além de sofrer quedas ou outros tipos de atrito sem que seja danificado, protege contra as radiações.
O IKI Mobile, apesar do nome, é feito genuinamente por técnicos portugueses.
O módulo Schiaparelli foi vestido com um terno (fato) feito em Portugal. Esta quarta-feira, a tecnologia nacional vai chegar
longe. E todos vão acompanhar e celebrar os “sete minutos de expectativa"
Portugal não ficou fora desta aventura da Agência Espacial Europeia e
da Rússia e também participou na missão ExoMars. Desde o revestimento do
módulo Schiaparelli até às simulações que levaram a um novo plano da missão, passando pelo desenvolvimento de software e pela elaboração de mapas térmicos, Portugal tem participação nesta viagem.
O módulo Schiaparelli
leva até Marte um “terno" (fato) feito em Portugal. Celeste Pereira,
diretora funcionária da empresa luso-alemã HPS, prefere chamar-lhe um
“isolamento térmico multicamadas denominado de MLI”. Na realidade, estamos falando
de um material de revestimento, resistente a temperaturas, que podem ir
dos 150 graus Celsius negativos a um limite máximo de 400 graus
positivos.
O material inventado pela HPS foi adaptado para esta missão e produzido em salas
esterilizadas para evitar qualquer contaminação biológica da Terra em
Marte. O revestimento metalizado, conta Celeste Pereira, cobre o corpo
negro do equipamento e instrumentos que estão no interior da cápsula Schiaparelli.
Num contrato que ascende a um milhão de euros, a HPS ocupou oito pessoas que
trabalharam na missão diariamente durante três anos. Foram produzidos 15 quilos de terno/revestimento que protegem o Schiaparelli.
Mário Lino, do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (do
Instituto Superior Técnico) de Lisboa, também ajudou a proteger o
módulo, embora sua participação no projeto fosse na fase de pré-projeto, mas ainda assim a participação deste instituto foi decisiva para o mesmo. As simulações detetaram possíveis problemas com a
elevada radiação emitida pelo dióxido de carbono na atmosfera de Marte e
terá sido fundamental para a decisão de dividir a missão ExoMars em duas etapas: uma para levar a sonda Trace Gas Orbiter(TGO) e o módulo de aterragem Schiaparelli e a segunda que levará o rover em 2020. “Estou mais ou menos confiante”, diz Mário Lino, mencionando a possibilidade de o Schiaparelli aterrar em Marte durante uma tempestade de areia.
“Uma tempestade de areia não seria mau. Existe a esperança de que haja poeira a ser levantada para que se possam tirar dados. O Schiaparelli pode
medir isso”, afirma Bruno Carvalho, responsável pela
área de espaço da empresa Critical Software. Tal como o nome indica,
esta empresa foi responsável pelo software desenvolvido especificamente para a ExoMars. A participação foi mais dirigida para a TGO mas, ainda assim, é o software ali instalado que vai permitir receber os dados enviados pelo módulo e que depois serão transmitidos para a Terra. “O nosso software
nunca chegou tão longe”, constata Bruno Carvalho, que diz estar
preparado para assistir hoje “sete minutos de terror”, o tempo que o Schiaparelli demora desde a entrada na atmosfera rarefeita de Marte até pousar no solo.
Ricardo
Patrício, da empresa portuguesa Active Space Technologies, corrige: Depois desses sete minutos ainda vamos ter de esperar uma meia hora
para receber os dados e saber se está tudo a funcionar. Neste caso, os
cientistas fizeram simulações em computador para elaborar mapas térmicos
que ajudaram a decidir o local da aterragem. Mas, segundo Ricardo
Patrício, a participação da empresa está sobretudo centrada na segunda
etapa da missão, com a chegada do rover em 2020.
Nesta
quarta-feira, todos os técnicos das empresas portuguesas envolvidas
na aventura da missão ExoMars, vão acompanhar a transmissão em direto da aterragem
do Schiaparelli em Marte e celebrar o momento especial. Ou espacial, se preferirem.
A China deu início à missão espacial Shenzhou 11, com dois
astronautas a bordo, deixando o país mais perto de sua ambição de estabelecer
uma estação espacial própria e permanentemente tripulada até 2022, segundo informações oficiais ligadas ao programa.
O presidente Xi Jinping
pretende fazer da China uma potência espacial, afirmando que seu programa espacial é para fins pacíficos. Entretanto, o
Departamento de Defesa dos Estados Unidos tem enfatizado a crescente
capacidade da China, em levar a cabo atividades espaciais destinadas à prevenção de ataques dos adversários em casos de guerra.
Após o lançamento de segunda feira, 17/10/16 às 07:30 na China, (20:30 de domingo no Brasil) na remota província de Gansu, os astronautas irão desembarcar no laboratório espacial Tiangong 2, onde ficarão durante 30 dias.
A missão Shenzhou 11 destaca-se das demais por sua duração mais longa e maior número de testes, afirmou o astronauta Chen Dong a repórteres em uma entrevista
televisionada à CCTV, estação estatal da China. Vamos nos preocupar em melhorar a nossa capacidade de lidar
com situações de emergência em órbita, primeiros socorros, habilidade
de socorro mútuo e experimentos espaciais.
Esta será a terceira missão ao espaço de Jing Haipeng, que irá comandar a missão e passar o seu aniversário de 50 anos no espaço.
RETORNO À TERRA
Depois do sucesso científico da missão espacial a que se propunha, a nave Shenzhou-11 voltou à Terra no dia 17/11/16.
A China criou o maior telescópio do
mundo. Com 500 metros de diâmetro, o equivalente a 30 campos de futebol,
o telescópio chinês FAST foi criado para detectar sinais de rádio com
origem em planetas longínquos. Uma tecnologia que representa um grande passo na busca por vida fora do planeta Terra.
O telescópio está programado para começar a funcionar hoje, 25 de setembro,
cerca de cinco anos depois do início de sua construção e
tornar-se, assim, no maior do mundo. Até ao momento, o maior telescópio do
mundo era o Radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, com cerca de 300
metros diâmetro.
A sua construção terminou em julho e custou cerca de 180 milhões de dólares. Encontrar uma localização adequada foi um dos maiores desafios do projeto.
O local escolhido, na província de Guizhou, sudoeste da China,
apresenta condições privilegiadas, pois trata-se de um vale rodeado de
montanhas a toda a volta que protegem o telescópio de perturbações
magnéticas.
O FAST vai dar um novo fôlego à busca por vida extraterrestre. O
telescópio será capaz de ir mais longe e de forma mais rápida do que
todas as investigações anteriores, como explicou Douglas Vakoch, o
presidente do METI International - uma organização dedicada à deteção de
sinais extraterrestres -, em declarações à CNN.
“O último telescópio chinês será capaz de ir mais longe
e mais rápido do que todas as anteriores buscas por inteligência
extraterrestre”, afirmou Douglas Vakoch.
O programa espacial da China já se tornou em uma das prioridades do
governo. Em 2018, a China pretende lançar um "módulo central" para sua
primeira estação espacial.