quarta-feira, 30 de novembro de 2016

PARABÉNS PALMEIRAS

O técnico Cuca está muito emocionado sobre a tragédia no voo que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, em Medellín. Cuca disse que trocaria o título conquistado pelas vidas perdidas no acidente. 
– Se eu pudesse trocar o título do Palmeiras pela vida dos jogadores, comissão e diretoria da Chapecoense, eu o faria!  Esse campeonato para mim perdeu a graça! Agora é só rezar mesmo e pedir a Deus para que conforte todos eles!   O Caio Júnior, o Mário Sérgio, o Victorino Chermont, o presidente Delfim (Peixoto). Enfim, todos que estavam viajando a trabalho,  afirmou, em entrevista à imprensa o técnico Cuca.

Cuca contou ainda que teve contato direto com Alan Ruschel na partida entre as duas equipes, no último domingo. Alan Ruschel foi um dos poucos sobreviventes do acidente.

– Estou perdidão, baqueado. Há 48 horas atrás estávamos jogando. Estava calor, o Alan Ruschel veio me pedir um copo de água no segundo tempo.  Hoje está acontecendo toda essa tragédia! É um baque muito grande! Logo Caio Júnior, pessoal da imprensa... Nossa Senhora. É uma perda muito grande, muito doída. Vai ser difícil passar por cima – afirmou.
Sobre o pedido do Palmeiras à CBF de utilizar a camisa da Chapecoense na última rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Vitória, em Salvador, Cuca se mostrou totalmente a favor.

– Eu falei com o Alexandre (Mattos) por telefone. O que nós fizermos de homenagem é pouco. Temos de fazer muita coisa. Não só nesse jogo. Temos de ajudar a Chapecoense de todas as formas. Lógico que não vai ser igual nunca mais. Vamos abraçar todo mundo. É o mínimo, profissionalmente, que podemos fazer. É só rezar pelas famílias para que Deus conforte a todos.

O Palmeiras voltaria ao trabalho na manhã desta quarta-feira, três dias após conquistar o título brasileiro justamente após bater a Chapecoense por 1 a 0, mas com o adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro, o clube cancelou todas as atividades até domingo. Voltará a treinar somente na segunda, dia 5 de dezembro.

domingo, 27 de novembro de 2016

DEPOIS DO SUSTO O VASCO DA GAMA VOLTA À SÉRIE A

O vascaíno saiu neste sábado 26/11 do Maracanã com uma grande alegria, mas cercado de uma grande dúvida, será que o time vai dar conta do recado na série A? Esta imensa torcida, uma das maiores do Brasil, levando-se em conta que não tem o apoio da mídia de um modo geral, lotou o maior estádio do Brasil, mas com a certeza de que muita coisa precisa mudar para reencontrar o Vasco vitorioso. O Vasco tetracampeão brasileiro. O Vasco que  esta torcida aprendeu a amar, a Vasco do amor lusófilo! Com a vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, o Vasco se despediu da série B, mas não covenceu os mais de 56 mil torcedores que apoiaram o time sem deixar de manifestar a insatisfação pelo sofrimento até aos 45 minutos finais da temporada.

O risco de permanecer  na Segunda Divisão somado aos preços mais baixos dos ingressos fez com que os torcedores vascaínos se reunissem no Maracanã. Desde o início da tarde, as ruas nos arredores dos estádios de São Januário e Maracanã foram tomadas por camisas cruzmaltinas.

Quando o time entrou no estádio do maracanã, Nenê foi o mais ovacionado. Diguinho e Jorge Henrique muito vaiados, assim como Aislan entre os reservas. Já nos minutos iniciais, até passe certo no campo ofensivo era comemorado, mas a postura passiva do Vasco foi desmotivando a torcida. Por outro lado, o Ceará se mandava para o ataque e a tensão tomava conta do ambiente. A equipe não atacava, não pressionava, e sofria. Tanto, que até falha do goleiro Martín, que quase virou frango, resultou em ovação para o uruguaio.

Martín, vacilou algumas vezes sendo que numa delas resultou no gol do Ceará. Um grande silêncio tomou conta do Maracanã, ninguém acreditou! Entretanto, um pouco de alívio com o gol do Oeste em Recife contra o Náutico que aconteceu alguns minutos antes . O gol gerou reações discretas no Rio de Janeiro e não foi anunciado pelo estádio. Dez minutos depois, porém, uma explosão. Em campo nada acontecia. Já na Arena Pernambuco... Não era nem preciso vencer mais: 2 a 0 Oeste.


Como o Vasco pouco produzia em campo, o jeito foi agradecer. Não se sabe se foi em tom de ironia, de provocação ao time ou até mesmo de gratidão, mas o Maracanã explodiu em um grito: "Oeeeeeeeeeeste! Oeeeeeeeeeeeeeeste!". Em seguida, começaram os protestos contra a diretoria. Eurico Miranda foi o principal alvo e os únicos gritos publicáveis eram de "o Vasco não precisa de você" e "fora Eurico". As críticas revoltaram Álvaro Miranda, filho do presidente, que rebateu e causou alvoroço em um dos camarotes. Ao término do primeiro tempo, vaias.

No retorno do intervalo, um delírio logo aos cinco minutos, pois tudo que a torcida do Vasco esperava, o telão anunciava, Eder Luis no lugar de Diguinho. E aí com apenas dois minutos de jogo, Thalles empata a partida e aos quatro fez o segundo. Não seria exagero dizer que foram os cinco minutos mais alegres da temporada para a imensa torcida vascaína, apesar do título Estadual.

Dali para frente, a torcida entoava o famoso refrão da virada:  "Time da Virada", samba da Unidos da Tijuca, "O campeão voltou"... A torcida do Vasco não parava de cantar. Nem mesmo a bola no travessão que o Ceará colocou tirou a empolgação. Pelo contrário, a comemoração foi de gol. Na metade final da partida, porém, a alegria deu lugar ao senso crítico, e voltaram os protestos. Gritos contra Eurico Miranda ditaram o tom até o apito final, quando uma minoria celebrou, mas foi abafada por vaias e gritos de "time sem vergonha".

O Vasco venceu. O Vasco voltou para Série A. Mas a torcida deu o recado: o Vasco tem muito a melhorar. Resta saber o que será do Vasco em 2017.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Portugueses trabalham cada vez mais horas, saúde e família em risco

Em Portugal, trabalha-se cada vez mais horas, que no restante da Europa, principalmente a nível de quadros e chefias, um esforço que reflete muito nas  relações familiares e na saúde, alerta o psiquiatra Pedro Afonso.

O aumento do tempo passado nos locais de trabalho tem aumentado a incidência da hipertensão, as doenças cardiovasculares e os diabetes. Os casos de depressão, ansiedade e insônia, também têm a ver com este excesso, afirmou Pedro Afonso. 

Pedro Afonso é o orador num debate organizado hoje, 24/11/16, pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), sobre o tema O impacto do excesso de carga horária laboral na saúde psíquica e na vida familiar.

Professor de psiquiatria na Faculdade de Medicina de Lisboa, no Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e na AESE-Business School, Pedro Afonso aponta um estudo desenvolvido na Escola de Negócios segundo o qual 53% dos inquiridos trabalhava mais do que a carga horária média.

A AESE é a primeira Escola de Negócios de Portugal e dedica-se à formação específica em comando e gestão de empresas. Segundo Pedro Afonso para o estudo foi utilizada o critério da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estabelece 48 horas de trabalho semanais como carga máxima, sendo que a maioria dos portugueses entrevistados trabalhava 54.

Isto é um fenômeno cultural português em todas as profissões e quem não fica mais horas trabalhando, logo é censurado, tanto pelos seus companheiros como pelas próprias chefias.

Ainda segundo este estudo, que será divulgado brevemente, são os cargos de chefia os que mais trabalham.

E por isso, segundo Pedro Afonso, 11% dos entrevistados, tomava ansiolíticos e antidepressivos, o que é considerado muito pois a média etária estava nos  40 anos. Esta situação por si só explica explica o por quê de Portugal ser o principal consumidor per capita de psicotrópicos"

O psiquiatra compara o fenômeno a uma "nova escravatura", porque acaba por destruir a família, aumentando o número de divórcios".O excesso de trabalho coloca em risco a saúde.

Nos países nórdicos se trabalha menos horas e não consta que estes  tenham menos produtividade. O fato da presença não está obrigatoriamente relacionado com o aumento da produtividade, disse ele.

Pelo contrário, acrescentou o psiquiatra, o cérebro tem seus limites e com o aumento das horas de trabalho o rendimento diminui e a probabilidade de erro aumenta, é comprometida a qualidade de vida e uma melhor harmonia  entre o trabalho e a família.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

VOCÊ SABIA QUE O PLANETA TERRA POSSUI SEIS CONTINENTES? VEJA QUAIS SÂO

   Os continentes são divisões do espaço terrestre instituídas pelos homens para facilitar a sua compreensão. São grandes extensões de terras separadas pelos oceanos.

   Pela divisão atual, existem seis grandes continentes: América, Europa, África, Ásia, Oceania e Antártida.
   O maior deles é o asiático, com uma superfície terrestre de 45 milhões de km², além da maior população da Terra, estimada em 4,5 bilhões de pessoas. 
    É também na Ásia que está localizado o ponto mais alto do mundo, o Monte Everest, com 8.848m de altura.

    A Oceania é o menor de todos, possuindo superfície terrestre de 9 milhões de km², sendo que só a Austrália representa perto de 90% desse total, com uma população de 23,13 milhões de pessoas pelo censo de 2013, enquanto a população da Oceania chega a 37,1 milhões.

domingo, 20 de novembro de 2016

Sete elementos que ajudam a explicar a vitória de Donald Trump


1. Trump recebeu os votos dos republicanos, noventa por cento das pessoas que se identificam com o Partido Republicano votaram no seu candidato. Trump também ganhou entre os independentes, por 6 pontos. A maior parte dos seus eleitores têm o perfil republicano clássico: são mais idosos, mais brancos, mais religiosos e menos urbanos do que os democratas.

2. Esse sucesso tem uma causa: a polarização. Dos eleitores de Trump, 27% afirmam que seu candidato não transmite confiança. Uma percentagem semelhante diz que ele não tem um temperamento adequado para ser presidente. 
Por que, então votaram nele? Uma explicação é que, apesar desses defeitos, eles preferiram Trump do que Hillary Clinton ou a outros democratas de maneira geral. 
Dos eleitores de Trump, 72% justificam o seu voto com um motivo: "Ele pode trazer a mudança necessária". São sintomas da polarização partidária que vem aumentando nos EUA há vários anos. Um dado: 23% dos liberais e 30% dos conservadores admitem que veriam com maus olhos caso um familiar se casasse com uma pessoa que tivesse ideologia contrária a deles.

3. Trump superou o seu antecessor republicano em um grupo: o de etnia branca sem curso superior. Em 2004 e 2008 os republicanos ganharam nesse setor com 20 pontos de diferença. Trump ganhou agora com quase 40 pontos. De acordo com o texto do jornal The New York Times, é possível vê-lo com clareza. Os brancos sem curso superior constituem um grupo numeroso –cerca de 34% de todos os norte-americanos, e especialmente em estados decisivos: em Iowa, eles são 49% do total; em Wisconsin, 45%; em Ohio, 42%; e em Michigan, 37%

4. Trump conquistou eleitores pobres, mas não foi o mais votado entre eles. Ao contrário: o candidato republicano foi vitorioso entre as pessoas com renda mais alta (acima de 200mil dólares), enquanto Clinton venceu entre as com renda mais baixa. Mas é verdade, também, que Trump diminuiu a distância, em termos de renda, entre republicanos e democratas. Não só em relação a Obama, mas também a John Kerry em 2004. A relação entre renda, raça, nível de formação e meio urbano e rural é muito complexa. Se Trump não ganhou entre as pessoas de renda mais baixa, é provavelmente porque as minorias raciais –sobretudo os negros—votam nos democratas. Mas Trump ganhou terreno entre os eleitores brancos com baixa formação e renda mais baixa.

5. Houve eleitores de Obama que votaram em Trump em estados-chave. Os democratas "perderam essa eleição porque milhões de eleitores brancos da classe trabalhadora que votaram em Obama mudaram e optaram por Trump", dizia o analista eleitoral Nate Cohn esta semana. Em 30% dos 700 condados onde Obama ganhou em 2008 e 2012, a vitória, desta vez, veio a Trump. Vários desses condados pertencem a estados do meio oeste industrial, que acabaram sendo essenciais para a vitória de Trump no colégio eleitoral.
São condados mais brancos, em sua população, do que a média, mas onde Obama se mostrou muito forte. Como explicação, Cohn assinala uma semelhança entre Obama e Trump: "Os dois se apresentaram como agentes de mudança, contra o establishment e os interesses corporativos".

6. Há muita coisa que ainda não sabemos sobre esta eleição. Os dados sobre o comparecimento do eleitorado às urnas ainda estão incompletos. Na Califórnia, passados dez dias, os votos ainda estão sendo contados. Não é verdade que o número tenha caído muito nem, provavelmente, que Clinton  perdeu porque não mobilizou as minorias, os jovens ou as mulheres.
Também não sabemos com clareza o peso que teve o voto dos "exluídos" ou dos "deserdados da globalização", e se esse elemento é realmente crucial para compreender essas eleições. Essa é uma das interrogações do nosso tempo: a relação entre expectativas, nostalgia, globalização e crise. Mas ela não é nada simples.

7. O analista Nate Silver disse  que muitas conclusões peremptórias têm sido tiradas nos últimos dias sobre a vitória de Trump: "A mentalidade reacionária está no topo nos EUA", "os demônios do racismo e da misoginia estão de volta", "aumenta a divisão entre as elites das costas leste e oeste e o resto do país". Entretanto, o resultado foi muito apertado, mas Hillary, teve mais votos do que Trump. Se 1% dos eleitores tivesse votado diferente, ela teria ganho e as conclusões seriam bem diferentes. Estaríamos falando da primeira mulher a assumir a Casa Branca.