sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Força Sindical já prepara atos contra reforma da Previdência

Pelo calendário da reunião do sindicato estão, já estão previstas mobilizações para os dias 24 e 25 de janeiro.
A Direção Nacional da Força Sindical informou nesta sexta-feira, 9, que irá promover protestos contra a proposta de reforma da Previdência Social em janeiro, fevereiro e março próximos em todo o País. Durante a reunião desta sexta-feira, 9, com a presença de 400 sindicalistas, o deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que votou "sim" no Impeachment de Dilma, afirmou que os principais pontos da reforma proposta pelo governo são injustos e prejudicam os mais pobres. "Somos contra a proposta do governo e vamos insistir nas mudanças", disse, conforme nota da assessoria do sindicato.

De acordo com o calendário aprovado na reunião, já estão previstas mobilizações para os dias 24 e 25 de janeiro. Na primeiro momento, o protesto será realizado em vários Estados. Já no dia 25, o Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical vai organizar um ato na Praça da Sé, na capital paulista. Ainda, segundo o sindicato, também estão programados protestos nas capitais estaduais nas primeiras semanas de fevereiro com o objetivo de "alertar e esclarecer a população sobre os exageros da PEC da Previdência". A nota do sindicato afirmou também que os sindicalistas vão conversar com os parlamentares nesse período para tentar sensibilizá-los da necessidade de mudanças na PEC que foi enviada pelo governo ao Congresso.

Os sindicalistas também aprovaram a proposta de estabelecer uma idade mínima de 60 para homens e 58 para mulheres, além de garantir transição justa para todos. Na PEC em tramitação na Casa, está prevista uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria de ambos os sexos. A Força Sindical disse ainda que vai lutar por uma Previdência universal e sem privilégios.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

As principais propostas do governo para a reforma da Previdência Social

Pontos foram apresentados hoje pelo governo federal, que enviou a proposta ao Congresso Nacional

O governo federal detalhou nesta terça-feira (06/12/16) os pontos da proposta de reforma da Previdência Social que enviou ao Congresso Nacional. O projeto altera os requisitos para o recebimento de aposentadoria, as regras do pagamento de pensões por morte e extingue a acumulação de benefícios.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) recebeu o número 287. A previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que o projeto seja aprovado em março de 2017. Ele, então, será remetido ao Senado.

Idade mínima de 65 anos

A principal mudança proposta pelo governo é da idade mínima de 65 anos para que o beneficiário passe a receber aposentadoria. A regra vale tanto para homens quanto para mulheres que tiverem menos de 50 anos quando a lei for aprovada.

Hoje, esse critério é estabelecido pela soma dos anos de contribuição com a idade do contribuinte, que deve ser de 85 anos para mulheres e de 95 anos para homens. Esta regra ainda vale até que o RGPS(Regime Geral de Previdência Social ) seja aprovado no Congresso e sancionado pelo Executivo.

Tempo mínimo de contribuição

O governo propõe estabelecer 25 anos como tempo mínimo de contribuição para que o beneficiário tenha direito à aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres. Hoje, pela regra 85/95, é preciso ter ao menos 30 anos de contribuição para as mulheres, e 35 anos para os homens.

Regra de transição

Homens com idade acima dos 50 anos e mulheres com mais de 45 anos que ainda não tenham se aposentado terão direito a um regime especial. Para alcançar o mesmo valor do benefício original, será preciso cumprir um período de contribuição adicional que equivale a metade (50%) do tempo que, na data a promulgação das novas regras, faltaria para completar o número de meses de contribuição que garante esse valor original.

Por exemplo: Se uma mulher tem 45 anos de idade e contribuiu por 29 anos, ela terá de contribuir por mais um ano e meio até a aposentaria, e não mais apenas um ano – o que era exigido pela regra 85/95.

Pensão por morte

O valores pagos em pensões para viúvos, viúvas e órfãos de contribuintes que recebiam aposentadoria serão diminuídos. A proposta do governo estabelece que o cônjuge terá direito a 50% da aposentadoria que o falecido recebia, com previsão de acréscimo de 10 pontos percentuais por filho dependente.

Quando o filho deixa de ser dependente, o ex-cônjuge não acumula o valor adicional. Por exemplo: no caso de uma viúva com um filho, ela receberá 60% do valor da aposentadoria do ex-marido até que o filho atinja a maioridade, e depois disso o valor cai para 50%.

Pela regra anterior, a família recebia 100% do valor em qualquer situação. Com a nova regra, apenas famílias com cinco filhos receberão 100%.
A pensão também ficaria desvinculada dos ajustes ao salário mínimo. A aposentadoria, por outro lado, permaneceria vinculada.

Acumulação de benefícios

A Previdência vai barrar a acumulação de pensão e aposentadoria. Quem está aposentado e passa a ser apto a receber pensão por morte deve optar pelo maior benefício.

Órfãos de pai e mãe são a única exceção na proposta, e poderiam receber a pensão por pai e mãe. Neste caso, o órfão receberia 60% do valor da aposentadoria de cada um.

O pagamento da pensão para órfãos, no entanto, vale só até os 21 anos. Apenas em casos de pessoas inválidas, ou que tenham deficiência parcial ou absolutamente incapacitante, é possível conseguir pleitear pensão vitalícia. A duração de pagamento de pensão para cônjuges que não sejam inválidos é calculada a partir da idade do pensionista.

Trabalhadores rurais

Os trabalhadores do campo passarão a se aposentar com, no mínimo, 65 anos de idade e 25 anos de contribuição. A contribuição passa a ser individual e obrigatória. Também haverá uma regra de transição para os produtores rurais que tiverem mais de 50 anos, no caso dos homens, ou mais de 45 anos, no caso das mulheres.

De acordo com o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, algumas regras especiais para esses trabalhadores devem ser estabelecidas por lei, mas não há sugestões para essa lei no atual projeto.

Entre as regras especiais, estaria a que estabelece o recolhimento de uma taxa menor nos pagamentos feitos ao INSS, que devem passar a ser obrigatórios. Atualmente, o produtor rural paga um percentual sobre a receita bruta de sua produção, que é variável. Pela regra atual, ele também não precisa cumprir um tempo mínimo de contribuição e se aposenta por idade – o que também deve mudar.

A mudança vale para trabalhadores do campo, e não fazendeiros. “O rural (sic) que eu estou falando não é da grande empresa, é aquela pessoa que tem uma economia familiar que a gente chama de segurado especial”, esclareceu Caetano.

Servidores Públicos

Servidores públicos da União, dos Estados e dos municípios deverão respeitar o teto da aposentadoria, hoje em R$ 5.189,82. Esse teto vai valer apenas para os servidores contratados após a criação de um programa de Previdência complementar. Estados e municípios terão prazo de dois anos para criarem esses programas, como o que a União possui com a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). Se preferirem, os Estados e municípios podem aderir à própria Funpresp. A decisão de aderir ou não aos programas complementares cabe a cada servidor.

Para policiais civis, policiais militares e bombeiros, a transição para as novas regras de aposentadoria será estabelecida por cada Estado. Esses profissionais entrarão nas regras gerais da reforma, de idade mínima de 65 anos e de pelo menos 25 anos de contribuição, mas o prazo para isso será definido pelos governos estaduais.

Benefício integral

Para conseguir o benefício integral, será necessário trabalhar e contribuir por 49 anos. A aposentadoria com o mínimo de 25 anos contribuição dará direito a apenas 76% do valor total, e essa taxa aumentaria um ponto percentual a cada ano adicional de contribuição.

Portugal é o 4.º país da União Europeia que mais recebe refugiados

Em audição conjunta das comissões de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Assuntos Europeus, Constança Urbano de Sousa adiantou que Portugal recebeu, em 2016, mais de 600 pedidos de asilo. Este número representa "um acréscimo considerável", que coloca "um desafio com dificuldades", reconheceu a ministra. "O SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] não estava preparado  para estes números", admitiu.

Portanto, "é necessário mobilizar mais a sociedade civil para criar mais espaços de acolhimento", reafirmando a política de "não criar centros de refugiados".

Constança Urbano de Sousa disse que Portugal está recebendo atualmente pedidos de acolhimento de cidadãos de etnia yazidi que se encontram na Grécia, tendo já dado entrada "97 processos".

A maioria dos refugiados recebidos ao abrigo dos programas de recolocação da UE(União Europeia) é originária da Síria, Eritreia e Iraque, especificou a ministra. No que respeita aos programas de reinstalação de refugiados, coordenados pelas Nações Unidas, a governante disse que foram acolhidos "12 sírios este ano", vindos sobretudo do Egito. 

Questionada pelos vários partidos sobre a saída de 140 refugiados do país, a ministra recordou que "os refugiados não são prisioneiros" e "têm liberdade de circulação".

Mas, admitiu, é preciso um "maior esforço de comunicação com essas pessoas", no sentido de lhes lembrar que o estatuto especial que lhes foi concedido impõe que fixem residência em Portugal. "O projeto migratório é pessoal" e é natural que as pessoas procurem "redes de apoio", frisou.

A ministra admite que o modelo de dispersão de refugiados pelo território nacional adotado possa ser debatido, mas realçou que a concentração também tem aspectos negativos.

A nível das reformas que a UE colocará em ação para responder ao crescente fluxo migratório, a ministra antecipa "um processo longo" de negociações. "Não vai ser fácil haver acordo", reconhece, falando numa "tensão muito grande" entre os Estados-membros. Porém, defendeu, a revisão dos acordos de Dublin "é essencial", passando por "critérios mais realistas" e garantias do princípio da reunificação familiar.

O BRASIL PERDEU UM DE SEUS MAIORES POETAS...

O poeta, escritor e teatrólogo maranhense Ferreira Gullar morreu na manhã de domingo (04/12/16) no Rio, aos 86 anos. Gullar é um dos maiores autores brasileiros do século 20 e foi eleito "imortal" da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014, tornando-se o sétimo ocupante da cadeira nº 37.

De acordo com a ABL, Gullar foi vítima de uma pneumonia. Ele estava internado há 20 dias no hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio. O corpo do escritor foi transportado no mesmo dia à Biblioteca Nacional, no Centro do Rio. Às 9h de segunda (05/12/16), ele foi velado no prédio da Academia Brasileira de Letras. Na tarde de segunda o corpo foi levado para o enterro no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo. 

Ferreira Gullar deixa dois filhos, Luciana e Paulo, oito netos, e a companheira Cláudia, com quem vivia atualmente. Seu último livro foi "Autobiografia poética e outros textos", lançado este ano. 

"E com certeza deixará muitas saudades aos amantes de suas obras. Descanse em paz Ferreira Gullar."  CCLB do Brasil

"Cantiga para não morrer

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento." 
 Autor: Ferreira Gullar


MENSAGEM DE NATAL 2016 - DIGA NÃO À GUERRA

Aos queridos amigos internautas, desejo uma comemoração natalina cheia de realizações e muita esperança num futuro de muita paz e mais amor entre os homens de boa vontade e de um coração repleto de amor.

Que nosso Deus afaste de nós os espíritos malignos e os maus pensamentos para que possamos todos usufruir desta paz celestial de que a humanidade tanto carece e banir por completo deste Planeta tão belo todas as guerras que uma minoria de gananciosos e hipócritas, que se acha dona de tudo insiste em nos impor!

Se você concorda com este pensamento natalino de Paz Mundial compartilhe esta mensagem com seus amigos e familiares abracem esta causa "diga não à guerra"!